quarta-feira, 17 de junho de 2009

O que vamos ganhar com o juro baixo

Mais casas para os brasileiros. Melhores oportunidades de consumo. Mais obras de infraestrutura. Por que o Brasil está prestes a dar um salto de qualidade comparável ao do Plano Real - e o que precisamos fazer para não perder essa oportunidade

No momento em que você lê esta reportagem, o Brasil já vive um novo marco de sua história econômica. O país, que no passado recente venceu a hiperinflação, privatizou boa parte do surrado aparato de estatais e extinguiu o protecionismo exacerbado, começa agora a dar um novo salto qualitativo na economia. Pela primeira vez desde o Plano Real, a taxa básica de juro, a Selic, atingiu o patamar de 1 dígito. É o custo do dinheiro mais baixo da história de um país em que já foi necessário pagar mais de 400 000% ao ano para tomar um empréstimo bancário ou financiar a compra de um equipamento industrial. As cifras eram uma abstração. Na prática, por muito tempo, o crédito simplesmente não existiu para os brasileiros. Não se trata - ainda - de um patamar semelhante ao das economias desenvolvidas, no qual os juros atualmente são até negativos. Ainda assim, o cenário que se descortina é inédito. Nunca estivemos tão perto de entrar para o grupo de países modernos.

Em perspectiva histórica, vê-se que estão sendo retiradas, uma a uma, todas as anomalias acumuladas ao longo de décadas. A bola da vez são os juros altos. "O Brasil de hoje é muito diferente de quando tínhamos inflação alta e contas públicas desreguladas", diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Com a queda dos juros, vamos eliminar uma das últimas disfunções da economia e caminhar para a normalidade."

A frase resume o ânimo dos quase 50 economistas, empresários, analistas de bancos de investimento e membros do governo ouvidos por EXAME nas últimas quatro semanas. O sentimento geral é de que, ao diminuir os juros, o Brasil pode fomentar uma expansão nunca vista no volume de crédito disponível para pessoas e empresas, destravando o crescimento de segmentos com enorme efeito irradiador na economia. As mudanças serão particularmente visíveis em quatro áreas - mercado de capitais, setor imobiliário, infraestrutura e varejo. Alguns números dão ideia da avenida que se abre para o Brasil. No mercado imobiliário, provavelmente o setor em que há a maior expectativa com o novo cenário, mais de 30 milhões de moradias podem vir a ser construídas nos próximos 20 anos - um ritmo anual cinco vezes superior ao de 2008. "A gente dorme e acorda pensando em como aproveitar a queda dos juros", diz Luis Largman, diretor financeiro da construtora Cyrela. No campo da infraestrutura, os recursos para obras de estradas, ferrovias, hidrelétricas e portos devem alcançar 90 bilhões de reais em 2012, depois de ter descido quase a zero em alguns anos da década de 90. Ao longo dos próximos quatro anos, pelo menos 160 bilhões de dólares a mais devem ser aplicados na bolsa de valores - capital que em boa parte irá para o caixa das empresas e lhes dará mais fôlego para investir. Com juros mais baixos, o volume de crédito disponível deve aumentar na economia como um todo, provocando acréscimo de até 1 trilhão de reais na oferta de recursos a empresas e pessoas dentro de três anos. Mais crédito deve levar a mais consumo, o que pode transformar também o modelo de negócios das redes varejistas e fazer toda a economia crescer. A consultoria LCA estima que uma redução de 2 pontos no juro real signifique estímulo adicional de até 1,5 ponto percentual para o produto interno bruto. "Com o juro real caindo para 5%, como se espera, o potencial de crescimento da economia brasileira sobe de 4% para 5,5% ao ano", diz Bráulio Borges, economista-chefe da LCA.

Por Malu Gaspar | 11/06/2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

EFEITO COPA - ÁREA DO CASTELÃO SE VALORIZA

Obras de infra-estrutura em Fortaleza para receber a Copa vão valorizar imóveis no bairro do Castelão e entorno

Fortaleza vai mudar. Todos os projetos previstos para atender à Copa do Mundo de 2014 na Capital vão transformar o cenário físico em algumas partes da cidade e, conseqüentemente, alguns aspectos econômicos. Um deles é a valorização imobiliária do bairro do Castelão e suas redondezas, principalmente, além de outros, como a Praia do Futuro.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará, Roberto Sérgio Ferreira, as obras de infra-estrutura que incrementarão o acesso ao estádio serão responsáveis pela valorização de terrenos no entorno. “O Castelão será um bairro com imóveis mais valorizados por conta das obras viárias que serão feitas devido a Copa do Mundo”, analisa. “Devem ser construídas uma ou duas superavenidas para lá [o estádio], além do alargamento da avenida Dedé Brasil, até a Parangaba, da Alberto Craveiro, da Paulino Rocha até a BR-116. Os terrenos ali vão se valorizar estupidamente”, reforça.

Raio ampliado

Para ele, a infra-estrutura para atender ao torcedor da Copa vai valorizar até os imóveis da Praia do Futuro. “O turista vai querer ver jogo e, também, ir à praia”, afirma. “Então, é preciso que se tenha um bom sistema de transporte entre o estádio e pontos turísticos. Fortaleza só tem a ganhar e muitos bairros, além do Castelão, terão os imóveis valorizados”, assinala.

Residência e comércio

Segundo o empresário, o bairro do estádio e suas adjacências devem receber condomínios residenciais, principalmente, para as classes C e D. “Esta é a tradição naquela região”, diz. “Hoje, a oferta imobiliária ali é pequena, mas deve aumentar”. O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), Armando Cavalcante, concorda com esta perspectiva de aumento de preço de venda e locação na região.

Para a vice-presidente do Sindicato da Habitação do Estado do Ceará (Secovi-CE), Maria Lúcia Forti, o crescimento de imóveis nesta área deve ser principalmente para fins comerciais. “A construção de pontos comerciais deve registrar um incremento de 100%. Serão mais lanchonetes, restaurantes, pousadas”, prevê. “Há muito terreno vago ali. O impacto da Copa será sentido em todos os setores, mas no imobiliário será demais”. Segundo Forti, hoje, as áreas que mais crescem são Cidade dos Funcionários e Água Fria”, diz. Este crescimento, para André Montenegro, vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-CE, indica uma tendência de verticalização do bairro. “Os terrenos vão valorizar muito, o que inviabiliza a construção de casa, mas não de prédios”, observa.

Especulação

O investimento na infra-estrutura de Fortaleza para receber a Copa do Mundo de 2009 já começa a provocar efeitos sobre o mercado imobiliário no entorno do Castelão. Já há especulação sobre a valorização dos imóveis. Quem está vendendo já está revendo e elevando os valores. Montenegro, do Sinduscon, afirma que o mercado já começou a especular os preços de venda no Castelão. “Haverá um interesse maior”, diz. “O Passaré [bairro vizinho] é uma das zonas que mais cresce em Fortaleza com oferta de casas. Com a Copa, essa valorização vai acelerar”, adianta.

O gerente de locação da imobiliária A Predial, Charles Caminha, confirma que o mercado já começou a especular o preço de venda dos imóveis. “Já tem gente querendo tirar proveito da Copa. Algumas pessoas já estão especulando em cima da probabilidade de obras que vão melhorar a vida urbana”. Segundo ele, no entanto, isso ainda não é sentido na cobrança do aluguel.

CAROL DE CASTRO
Repórter

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Câmara aprova compra de terreno pelo "Minha Casa, Minha Vida" e com o FGTS

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o texto base da MP (medida provisória) 459/09 que cria o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" para atender a famílias com renda de até dez salários mínimos. Os parlamentares ainda vão avaliar os destaques à matéria. Em seguida o texto será encaminhado para análise no Senado Federal.

O relator, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fez alterações no texto, incluindo a possibilidade de se comprar lotes urbanos por meio do programa. Outro artigo da MP permite também o saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para o pagamento total ou parcial de lote urbanizado. Nos dois casos, apenas famílias com renda mensal de até seis salários mínimos poderão ser beneficiadas.

Antes da votação, o relator havia admitido a dificuldade para se incluir a compra de lotes em seu parecer. "A princípio havia certa resistência porque desfocava um pouco da questão principal do projeto que é a moradia. Nós mostramos que o lote urbanizado também pode oferecer uma moradia, já que muitos têm condição de fazer sua casa, mas não têm condições de adquirir o terreno, que é a parte mais cara neste processo", afirmou Alves.

O texto aprovado também destina R$ 1 bilhão para beneficiários com renda familiar mensal de até três salários mínimos que morem em municípios com menos de 50 mil habitantes. 

Inicialmente, o governo federal havia restringido o pacote habitacional para cidades com mais de 100 mil habitantes, por conta da concentração do déficit habitacional. Contudo, a pressão política de parlamentares fez com que o governo cedesse e ampliasse o pacote para todos os municípios, como anunciado pelo Ministério das Cidades no dia 13 de abril, quando o programa entrou em operação. Das mais de 300 emendas apresentadas por parlamentares, aproximadamente 60 tratavam da extensão do programa para localidades menores. 

Com a ampliação do programa, verificou-se um problema de estrutura da Caixa Econômica Federal para atender a todos os municípios. Por isso, o relator também descentralizou o "Minha Casa, Minha Vida", permitindo que outras instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central e agentes financeiros do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) possam operar o programa onde não houver estrutura da CEF. 

Também foram incluídos no relatório requisitos de acessibilidade para deficientes e idosos. Os projetos apresentados no âmbito do "Minha Casa, Minha Vida" deverão prever imóveis adaptados a esse público. Foi acordada ainda a opção de readequação de imóveis desocupados para serem incluídos no pacote habitacional.

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

terça-feira, 19 de maio de 2009

Caixa promove feirão da casa própria em Fortaleza - A capital cearense está entre as dez cidades que receberão a feira



De 19 a 21 de junho, a Caixa Econômica Federal promove a quinta edição do Feirão Caixa da Casa Própria. Outras nove cidades brasileiras receberão o feirão. A capital cearense será a última cidade a receber o evento. 

Ano passado, o Feirão movimentou R$ 4 bilhões entre valores contratados e negócios encaminhados. A Caixa tem a expectativa que o Feirão deste ano supere os anteriores. Milhares de inmóveis estarão disponiveis para a escolha dos interessados, incluindo novos, usados e na planta. 

O financiamento imobiliário pela Caixa Econômica Federal (CEF) somou R$ 10 bilhões de janeiro a abril deste ano. O volume é recorde e supera em 104% o total registrado no mesmo período de 2008. O número de unidades chegou a 207 mil, com expansão de 114% na comparação com o intervalo equivalente do ano passado. Em nota, o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda, informou que o financiamento habitacional até abril ultrapassou os R$ 8,9 bilhões de 2008 e representa o dobro do total financiado em 2003. 

As linhas de financiamento da Caixa atendem a todas os segmentos de renda, com prazo de até 30 anos e prestações decrescentes. Os juros variam de Taxa Referencial (TR) mais 4,5% a 11,4% ao ano. 

Em nota, a Caixa ressalta que o feirão será uma "excelente oportunidade" para que as pessoas conheçam empreendimentos que se encaixam no programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida". O banco já recebeu 268 propostas de empreendimentos habitacionais, 156 delas para a faixa de renda de até três salários mínimos. Até o momento, 11 Estados, 12 capitais e 218 outros municípios aderiram ao programa. 


Redação O POVO Online e Agência Estado

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM AS SPE´S?

Algumas pessoas que realizaram recentemente aquisições de novas unidades imobiliárias, têm se mostrado surpresas com uma nova modalidade de estruturação do empreendimento, que atende pelo nome de Sociedade de Propósito Específico, ou simplesmente SPE.


Por definição, esta modalidade, também conhecida como “special purpose entity”, também SPE, ou SPC, “special purpose company”, é uma sociedade que possui atividade restrita, podendo ter prazo de duração determinado e sua principal utilidade é de isolar o risco financeiro da atividade a que se destina.


No caso do mercado imobiliário brasileiro ela surgiu na esteira da famigerada falência da Construtora Encol, que deixou nada menos do que 42 mil famílias lesadas, que deflagrou uma política de proteção aos mutuários, configurada, sobretudo na criação das SPE’s e do patrimônio de afetação (PA).


O raciocínio é muito simples, uma vez não fazer sentido que o adquirente de um imóvel seja afetado e veja frustrados seus sonhos por uma administração empresarial desorganizada, que transfira os recursos de uma obra para outra, comprometendo a conclusão de um empreendimento.


Este mesmo raciocínio vale para os investidores institucionais, que alocam seus recursos em determinado edifício e precisam ter garantias de retorno do capital com entrega da unidade, que poderia ser contaminado em decorrência de má gestão de recursos por parte de um incorporador.        


Ao ser adotada a aplicação de uma SPE no empreendimento todos os agentes envolvidos, desde o comprador até a instituição financeira, passam a ter a tranqüilidade de que o único risco que irão correr é aquele decorrente da própria obra.


A operacionalização dessa medida é feita de forma simples, onde cria-se um CNPJ próprio para a nova entidade, que passará a ter todos os registros próprios de uma empresa comercial, cuja única diferença reside no objeto social, específico pra o desenvolvimento daquela empreitada, devendo se extinguir após sua conclusão, ou ser renovada para um novo negócio.


Não existe um consenso no mercado sobre qual das modalidades de segregação do empreendimento é a mais adequada, se a SPE ou o patrimônio de afetação (PA), uma vez que os dois são bastante semelhantes e a melhor escolha será aquela que atenda a conveniência dos objetivos a serem atingidos.


Normalmente, de uma forma simplista, os praticantes dessas modalidades indicam que a SPE facilita o arranjo societário, com a entrada e saída de sócios, enquanto o patrimônio de afetação protege o anonimato de investidor.


Do ponto de vista prático, existe a questão fiscal que leva a SPE à adoção dos regimes tributários conhecidos, lucro real ou presumido, enquanto no PA pode adotar o RET (Regime Especial de Tributação), além do que existe a possibilidade de adesão em qualquer fase da obra, enquanto na SPE existe uma dificuldade de constituição após o início do empreendimento.


Artigo escrito para a coluna “Mercado Imobiliário”, sob responsabilidade do Engenheiro e Advogado Francisco Maia Neto, publicada quinzenalmente no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte-MG


Marco Duarte
 
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sua segurança na hora de comprar ou vender um imóvel!

Podemos considerar que neste “post” estarei apenas escrevendo sobre o óbvio; mas na minha concepção vale sempre lembrar sobre os cuidados que devemos ter acerca de qualquer operação envolvendo dinheiro; especialmente a compra de um imóvel, que requer sempre uma grande quantia e devemos tentar ao máximo, minimizar os riscos que eventualmente teríamos em efetuar qualquer negócio sem as garantias necessárias.

           

            Infelizmente, nenhum negócio é 100% seguro, sempre existe uma possibilidade de não se concretizar ou de você perder o valor investido, seja por uma razão ou por outra. Como aqui estamos falando especificamente de transações imobiliárias, falarei um pouco sobre as seguranças que se deve ter na compra ou venda de um imóvel.

           

            Começaremos com o básico: Visitei o imóvel “X” e tenho interesse de comprá-lo! Ótimo, vamos para os seguintes passos:

 

            Exija do vendedor do imóvel os seguintes documentos antes de fazer qualquer pagamento de sinal ou assinar qualquer contrato de promessa de compra e venda:

 

            O vendedor sendo Pessoa Física:


1-    Cópia da carteira de identidade e do CPF;

2-    Certidão de nascimento (solteiros);

3-    Certidão de casamento ou divórcio (se o imóvel foi comprado antes de um dos 2):

4-    Certidão negativa de débito da receita Federal

5-    Certidão negativa de débito da Secretaria da Fazenda do Estado

6-    Certidão negativa de débito da Secretaria de Finanças do Município

7-    Certidão dos distribuidores de falência e concordata;

Obs.: Todos estes documentos são necessários tanto para o vendedor como para o cônjuge.

O vendedor sendo Pessoa Jurídica:


            1-    Em caso de pessoa jurídica, certidão negativa de débitos do INSS e da Receita Federal (sócios e empresa);

2-    Certidão negativa de débito da Secretaria da Fazenda do Estado (sócios e empresa)

3-    Certidão negativa de débito da Secretaria de Finanças do Município (sócios e empresa)

            4-- Contrato Social 

            5-  Último Aditivo

           6-    Cartão do CNPJ

           7-    RG e CPF dos representantes legais da empresa

           8-    Procuração e RG e CPF do procurador, caso sejam representados por procuração.

 

Documentação do imóvel:


1-     Cópia da escritura e matrícula do imóvel, no Registro de Imóveis da região;

2-     Certidão de propriedade com negativa de ônus (débitos, pendências);

3-     Certidão negativa do IPTU, ou certidão da situação fiscal imobiliária, e o carnê com as parcelas quitadas;

4-     Certidão de situação enfitêutica (certifica se o imóvel tem domínio de órgãos públicos ou privados).

5-     A declaração de Quitação condominial, assinada pelo síndico ou pela firma administradora do edifício se a declaração for do síndico, apresentar cópia da ata da assembléia que o elegeu. (No caso de apartamentos)

6-     A certidão de propriedade deve ter averbação da construção (para que compreenda tanto o terreno quanto a casa construída nele); (No caso de Casa)

7-     Contas pagas de água, luz e gás dos três meses anteriores

 

 

No caso de comprar imóveis na planta, seria interessante também exigir da construtora, o contrato social de empresa SPE (Sociedade para propósito específico) aberta com o nome do empreendimento a ser construído e bem como o registro de incorporação do imóvel (RI) e os alvarás de construção.

 

A SPE (próximo post será exclusivamente sobre isso) é uma segurança que o comprador tem, pois todos os pagamentos feitos pelos clientes são enviados diretamente á esta empresa, independentemente da construtora. Se por acaso a construtora tenha algum problema e não consiga terminar a obra, esta SPE terá autonomia suficiente para disponibilizar seus recursos arrecadados exclusivamente para a conclusão da obra.

 

E por fim, creio que é imprescindível que se tenha um corretor de confiança e habilitado trabalhando para você.

           

Na falta de cada item citado acima aumenta mais ainda os riscos sobre seu negócio; por isso não seja levado por conversas “de vendedor” e não se iluda com promessas. Negócio tem que ser preto no branco, papel para cá, dinheiro para lá. Assinatura, reconhecimento de firma, cartório, registro e um abraço!!

 

Marco Duarte

 

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terça-feira, 31 de março de 2009

O dinamismo do Mercado Imobiliário Atual


               Está nos meus planos comprar um imóvel dentro de 1 ano ; quando devo começar a pesquisar? A resposta é: ONTEM!

                Quanto mais informações você tiver do mercado, do seu funcionamento, dos tipos de imóveis, das diferentes formas de negociação e pagamentos, das taxas de juros e descontos,  das construtoras que atuam no mercado, áreas valorizadas, tipos de construção; melhor.

                Se neste período de conhecimento do mercado encontrar algum imóvel que ache que seja o ideal para as suas expectativas não se iluda. Em 1 ano o mercado muda completamente. Em 1 ano, este imóvel provavelmente (quase certamente) não estará mais disponível no mercado. Se estiver, não estará mais com o mesmo valor de venda, nem muito menos com o mesmo prazo para pagar.

                Imóvel, como já comentei em “posts” anteriores, deve ser comprado com base em bastante estudo, pesando prós e contras, custo, beneficio e necessidade; mas esta pesagem deverá ser feita antes de realmente você se decidir por buscar o imóvel. Ao iniciar realmente sua pesquisa, você já saberá o que pode e o que quer comprar, e de que maneira poderá ou não pagar.

                Se você decidir inverter a ordem das coisas, corre o grande risco de      ficar a ver navios na hora que realmente se decidir por qual imóvel quer comprar. Creio que isso pode se aplicar á maioria dos bens de valor um pouco mais elevado, como automóveis, eletrodomésticos, etc.

 

 

Marco Duarte

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segunda-feira, 30 de março de 2009

Imóveis Supervalorizados

A exemplo de outras cidades no país, o mercado de imóveis de Fortaleza está vivendo a síndrome da supervalorização dos imóveis. Vários fatores levaram a isso, e é sobre estes fatores que irei comentar neste “post”.

                A oferta maior de crédito por parte dos bancos e construtoras, a diminuição da taxa de juros, aumento do prazo, aumento do poder aquisitivo da população e a diminuição da quantidade de áreas disponíveis para novas construções são, no meu ponto de vista, os grandes motivos para esse aumento no valor dos imóveis em Fortaleza nos últimos anos.

                Me impressiona ter constatado em minhas pesquisas de mercado para meus clientes, imóveis novos e recém entregues (prontos para morar), a serem vendidos num valor inferior do que imóveis ainda em fase de pré lançamento (na planta, e com um prazo de 3, 4 anos para serem entregues), mas com as mesmas características. Tudo bem que as construtoras exigem uma entrada um pouco maior para imóveis já prontos e esticam mais o pagamento para imóveis em fase de pré-lançamento, mas realmente não vejo razão para tal reajuste, pois o imóvel pronto, inclusive já dá condições de ser aprovado o financiamento pelo banco ou a ser usada a carta de crédito pelo consórcio.

                Creio que a falta de áreas disponíveis para novas construções seja uma razão para o aumento no valor dos terrenos, e conseqüentemente, no valor de venda dos imóveis. Mas não vejo razão para, por exemplo, um imóvel sendo lançado no bairro da Messejana ou da Maraponga, em um terreno que não tem tanta valorização, ser vendido pelo mesmo preço de um apartamento recém entregue no bairro da aldeota, Dionísio Torres ou Meireles por exemplo.

                A grande maioria das pessoas não tem o real conhecimento do mercado imobiliário, e se encantam pelos ótimos prazos, pela taxa de juros menor, pela facilidade no cadastro para a compra, pelo “oba-oba” que se formou em torno do mercado e acabam se deixando levar pela empolgação e comprando imóveis “aleatoriamente”, muitas vezes sendo explorados e pagando valores acima do que realmente seria justo pagar pelo imóvel “X” ou “Y”.

                Pese na balança de precisão os prós e os contras de cada opção de compra que seu corretor lhe der. Não pense só no custo e nem pense só no benefício. É necessário que custo e benefício sejam analisados juntos para que se possa chegar a uma conclusão mais acertada em relação á compra.

                As opções são muitas, para todos os bolsos e gostos, porém com essa supervalorização, quanto menos você tiver para pagar e mais precisar parcelar, mais caro sairá seu imóvel e mais ainda vai pagar de juros. Vale o sacrifício de pagar 2x o valor do imóvel só de juros? Comprar um imóvel mais caro, só pelo simples fato de poder ter mais prazo para pagar? Isso só quem realmente vai poder responder é você! Existem casos e casos. O seu pode se aplicar nesta situação, mas como falei: pese na balança de precisão o custo e o benefício; se os 2 estiverem em sintonia á sua necessidade, ótimo; se não estiverem, espere mais um pouco e não tenha pressa, pois imóvel é um bem na maioria das vezes, para a vida toda.

Marco Duarte
 
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quarta-feira, 25 de março de 2009

Com déficit de 8 milhões de residências no país, governo lança hoje pacote para 1 milhão de moradias

Do UOL Notícias 

Em Brasília *
O governo federal anunciará nesta quarta-feira (25) um pacote habitacional que prevê a construção de 1 milhão de moradias até o final de 2010. Com o subsídio ao financimento da casa própria, o governo pretende reduzir o déficit habitacional, estimado em 8 milhões de residências no país, e gerar empregos no setor de construção civil.

O pacote, que deverá ser direcionado à população de baixa renda, foi negociado pelo Executivo com governadores e prefeitos de várias partes do país. O governo quis saber quais as contribuições que Estados e municípios poderiam oferecer e teria incentivado a disponibilização de áreas para construção das habitações.

Ontem (25), o Ministério do Trabalho divulgou que R$ 12 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) serão liberados o programa habitacional. A previsão é que R$ 4 bilhões sejam utilizados ainda este ano e o restante entre na proposta orçamentária do ano que vem.

Em discurso em Rondônia, no último dia 12, o presidente Lula disse que as prestações devem ser isentas de seguro de vida, o que baratearia o financiamento. Disse ainda que o pagamento do valor integral da parcela seria exigido apenas depois da entrega das chaves. O presidente também antecipou que o padrão de juros do financiamento das moradias seria "totalmente diferente".

O pacote poderá incluir ainda redução de impostos para a construção civil. As casas a serem financiadas teriam padrões diferentes. Um para quem ganha até três salários mínimos (R$ 1.395), outro para quem tem renda de até R$ 4.650. O valor máximo do imóvel seria R$ 130 mil.

Os sindicalistas defendem a contratação de trabalhadores para as obras de construção das moradias apenas com registro em carteira. Segundo os representantes, mais da metade dos trabalhadores da construção civil não tem carteira assinada.

As casas poderão ter um sistema de energia solar, uma reivindicação dos representantes sindicais para reduzir os gastos com a conta de luz. Também há a expectativa que os imóveis não possam ser revendidos durante um determinado período.

Pacote contra a crise 
Inicialmente, o governo previa a construção de 200 mil casas. O número subiu para 500 mil, até chegar ao total de 1 milhão. 

Antes de anunciar o pacote, o governo realizou vários encontros com governadores e prefeitos, essencialmente para saber quais as contribuições que Estados e municípios poderiam dar para reduzir os custos do financiamento. Uma das idéias era a disponibilização de áreas para a construção das casas.

O governo também buscou formas de reduzir o peso do seguro de vida sobre as prestações, já que ele aumenta de acordo com a idade do mutuário. O padrão de juros também deveria ser "totalmente diferente", na visão do presidente Lula. 

Nas reuniões com o Executivo, os governadores defenderam a desburocratização do processo e a descentralização dos recursos. Nesta terça, o secretário da Habitação de São Paulo, Lair Krähenbühl, disse que o governo federal poderá ter "dificuldades" para cumprir a promessa dentro do prazo anunciado, por conta do "processo lento" de construção de casas. 

* Com informações da Agência Brasil e da Folha Online



terça-feira, 24 de março de 2009

O que Raios é "INCC" e "IGPM"? Quando são aplicados? Como são calculados?

O que é o INCC/FGV:


            Elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, afere a evolução dos custos de construções habitacionais. É uma estatística contínua, de periodicidade mensal para os 18 municípios das seguintes capitais de estados do país: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. O índice nacional é levantado pela FGV desde Janeiro de 1944.


             Os índices de custos da construção estão subdivididos em residenciais e obras públicas de engenharia civil ou infra-estrutura. Os principais índices, específicos para construções residenciais, são: Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), Índice de Custo da Construção do Rio de Janeiro (ICC-RJ) e Índice de Edificações.

 

  • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)


É um dos três itens que compõem o Índice Geral de Preços (IGP), representando 10% do índice. Sua divulgação teve início em fevereiro de 1985, como resultado do encadeamento da série do Índice de Custo da Construção - Rio de Janeiro (ICC-RJ), mais antiga, com a série do Índice de Edificações, mais abrangente geograficamente.


Como nos demais componentes do IGP, também é apresentada a versão do INCC para o mercado (INCC-M), que é calculado entre os dias 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência (O INCC é calculado entre o primeiro e o último dia do mês civil)


      É utilizado para reajustar o valor dos imóveis mensalmente durante sua construção, conseqüentemente, as parcelas a serem pagas durante a construção sofrem este reajuste mensal.


 IGPM – INDICE GERAL DE PREÇOS DE MERCADO


IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) - Calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), sua coleta de dados é efetuada entre o dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência.

 

É formado por três taxas:


 - Índice de Preços por Atacado (IPA) - que corresponde a 60% do IGP-M;

- Índice de Preços ao Consumidor (IPC) - que responde por 40% do IGP-M total;

-Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) - que é 10% do IGP-M. 



A cada decêndio (Período de 10 dias) do período de coleta ocorrem divulgações de prévias. O IGP-M foi criado com o objetivo de se possuir um indicador confiável para as operações financeiras, especialmente as de longo prazo, sendo utilizado para correções de Notas do Tesouro Nacional (NTN) dos tipos B e C e para os CDB pós fixados com prazos acima de um ano.


O IGPM é utilizado também como taxa de juros no financiamento imobiliário junto as construtoras, que na maioria das vezes cobram a taxa de IGPM + 1% ao mês, após a entrega do imóvel.