quarta-feira, 5 de maio de 2010

Valor do metro quadrado na Capital sobe até 150%

De acordo com a Câmara de Valores Imobiliários, a facilidade no acesso a financiamentos e a especulação imobiliária foram fatores que justificam os reajustes

Basta comparar os anúncios de imóveis à venda na Capital em 2009 e este ano para identificar um reajuste de até 150% no valor do metro quadrado em Fortaleza. Segundo Ricardo Arruda, presidente da Câmara de Valores Imobiliários do Ceará, a facilidade no acesso a financiamentos para a compra da casa própria e a especulação imobiliária são os principais fatores que causaram este aumento.

“Nós temos o exemplo do bairro Messejana, que apresentou um aumento de 150%, se comparados os maiores valores médios do metro quadrado em janeiro de 2009 e maio deste ano. Em segundo lugar está o bairro Cocó, com reajuste de 100% no maior valor médio do metro quadrado. Muitas pessoas estão conseguindo acesso mais fácil aos financiamentos e procuram locais que antes eram mais baratos. Como o setor notou isso, os preços aumentaram por causa da especulação imobiliária. Quem tem o terreno está pedindo o valor que quer”, explica.

De acordo com dados da entidade, apesar de apresentar um aumento de apenas 20% em comparação a janeiro do ano passado, o valor do metro quadrado no bairro Aldeota continua sendo considerado um dos mais altos de Fortaleza. A média em locais próximos às áreas mais movimentadas do bairro (corredores de atividades) variou entre R$ 1,5 mil a R$ 2 mil em janeiro de 2009. Já este ano os valores subiram de R$ 2mil a R$ 3 mil.

Ainda de acordo com o levantamento, o bairro Parquelândia apresentou um aumento de 71% no metro quadrado (R$ 700 em 2009 para R$ 1.200em2010), seguido pelo bairro Papicu, com 44% (R$ 900 para R$ 1.300). O bairro Montese foi o que apresentou uma variação alta apenas nas áreas fora do corredor de atividade de 33% (R$ 300 para R$ 400). “Isto se explica porque a parte central do Montese é composto especialmente pelo comércio, aumentando a procura por imóveis nas áreas adjacentes”, afirma.

Reajuste

Para Roberto Sérgio Ferreira, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), os aumentos nos preços dos imóveis são considerados normais. “Na verdade passamos por uma atualização em decorrência do reajuste no Índice Nacional da Construção (INCC), que foi em torno dos 5% o acumulado dos 12 meses”. Ele diz ainda que a estagnação imobiliária de alguns bairros faz com que o preço dos imóveis suba. “Como não se tem mais para onde construir e a demanda de clientes é grande para estes bairros, o mercado entende que estes valores devem subir”, esclarece.

“O cliente deve ficar atento se o imóvel é próximo a corredores comerciais e a infraestrutura que existe em volta dele. Até a marca do elevador e o tipo de piso utilizado podem ser fatores que alavancam o valor final do imóvel”, explica o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado do Ceará (Sindimóveis), José Maria Cavalcante.

quinta-feira, 11 de março de 2010

IRPF 2010: saiba como declarar imóveis

Posteriormente, deve ser informado no campo situação, o valor dele em 2008 e no campo situação em 31.12.2009, o valor dele em 2009.


No dia 1° desse mês iniciou o prazo para o contribuinte realizar a Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) ano base 2009. O IRPF pode ser declarado até o dia 30 de abril, através da internet (com o programa Receitanet), de disquete (nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal) ou em formulário (nas agências e lojas franqueadas dos Correios). No último caso o custo da entrega é de R$ 5,00 (cinco reais), a ser pago pelo contribuinte.

De acordo com a Receita Federal é obrigado a declarar o imposto, o contribuinte que em 2009 recebeu rendimentos tributáveis na declaração, cuja soma foi superior a R$ 17.215,08 ou aquele que recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais).

Para aqueles contribuintes que exercem atividade rural a declaração é obrigatória no caso de quem teve renda em valor superior a R$ 86.075,40 (oitenta e seis mil setenta e cinco reais e quarenta centavos).

Diferente dos anos anteriores, agora o contribuinte que tem posse de bens e direitos acima de R$ 300 mil também é obrigado a fazer a declaração do IRPF, antes esse valor era de R$ 80.000,00. Ainda consta na lista de obrigatoriedade as pessoas que passaram à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontravam-se no dia 31 de dezembro de 2009.

IMÓVEIS NO IMPOSTO DE RENDA
Em meio ao período de declaração do imposto, as pessoas devem está atentas também as questões referentes à posse de imóveis. Inicialmente, é importante destacar que todo imóvel de propriedade do contribuinte, deve ser informado no Imposto de Renda.
Na hora de realizar a declaração de imóveis, muitas vezes o contribuinte tem algumas dúvidas, diante disso a contadora, Jadna Dantas informou alguns procedimentos que devem ser seguidos.

De acordo com ela, para declarar a posse do imóvel, o contribuinte deve ir à declaração de IR 2010, abrir a pasta “bens e direitos”, onde ele selecionará o nome do bem. Logo em seguida vai até o campo “discriminação”, onde deve ser informado a localização do imóvel, com o seu valor e as condições em que o mesmo foi adquirido, ou seja, o contribuinte declara se o imóvel foi quitado, financiado; seja pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) ou outra linha de crédito; ou comprado diretamente na planta pela construtora. Posteriormente, deve ser informado no campo situação, o valor dele em 2008 e no campo situação em 31.12.2009, o valor dele em 2009.

No preenchimento da ficha a contadora explica que existem também questões referentes ao tipo de imóvel, onde o contribuinte especifica o empreendimento em questão, seja ele um terreno, uma edificação, um galpão ou uma loja por exemplo.

VALOR DO IMÓVEL
No que se refere ao valor do imóvel a ser declarado, a contadora comentou que na aquisição de imóvel o valor posto na escritura é o valor da aquisição, portanto, no IRPF o contribuinte registra o valor da aquisição que está na escritura. Entretanto, Jadna destacou que nos casos em que o contribuinte faz alguma reforma ou benfeitoria o valor do imóvel poderá ser acrescido.

Nessa circunstância, explicou ela: “A justificativa do acréscimo é feita no campo de “discriminação” onde são esclarecidas as benfeitorias feitas no imóvel”. Nesse caso cabe ao contribuinte a comprovação do que foi gasto na reforma. Essa comprovação, segundo a contadora, é feita geralmente por meio dos recibos de pagamentos efetuados com serviços, fornecedores e material. “É salutar que o proprietário do imóvel guarde as notas fiscais da benfeitoria, caso o fisco queira averiguar o motivo de tal aumento do imóvel”, completou.

OUTROS CASOS
Na situação de imóveis que já foram declarados em anos anteriores, o contribuinte deve repetir as informações no IRPF deste ano. A Receita Federal não considera o valor de mercado, portanto, o preço declarado dos imóveis é sempre o mesmo e não há variações de um ano para o outro, exceto como já informado no caso de reformas.
Já os imóveis financiados por casais, os valores podem ser declarados no IRPF de um dos dois ou divididos nas duas declarações. Em relação à compra parcelada de imóvel Jadna apontou que é importante declarar esse imóvel parcelado. No preenchimento o contribuinte deve colocar os valores pagos durante o ano.

Outra situação é como efetuar a declaração de um imóvel que a sua compra foi feita com o uso de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o resto foi financiado. A contadora explicou que nesse caso, o primeiro passo do contribuinte é colocar o valor utilizado do FGTS na pasta de isentos e não tributáveis, em seguida esse imóvel deve ser incluído na pasta de “bens e direitos” e no campo de discriminação deve ser relatado a forma de pagamento. Já na área referente à “situação” coloca-se o valor que já foi pago nas parcelas, incluindo o valor do FGTS utilizado.

Fonte - Jornal "O Estado" - 11/03/2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Financiamento da casa própria dobra e bate recorde

O crescimento foi turbinado pelo programa Minha Casa Minha Vida do governo federal lançado em abril de 2009 que, sozinho, respondeu por R$ 14,1 bilhões do total.

O volume de financiamentos imobiliários contratados na Caixa Econômica Federal em 2009 atingiu o recorde de R$ 47,05 bilhões, volume 102% maior que o visto no ano anterior, informou a instituição nesta quarta-feira.

As linhas de crédito habitacional com recursos do FGTS, para imóvel novo ou na planta, alcançaram R$ 9,4 bilhões, montante 109% superior ao de 2008. Já os financiamentos lastreados nos recursos da poupança totalizaram R$ 19,4 bilhões, 108% superior ao registrado em 2008.

Caixa responde por 71% do crédito


Em 2009, a Caixa Econômica Federal emprestou 71% do total de crédito imobiliário do mercado, a maior contratação habitacional da história do banco. Foram beneficiadas 896.762 famílias, das quais 275.528 no programa governamental.

Em São Paulo, foram financiados 181.217 imóveis no valor total de 12,2 bilhões. Os dados constam do balanço da instituição em 2009.

(Com informações de Reuters e Agência Brasil)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Setor de imóveis questiona reajuste do IPTU na Justiça

Adin encabeçada por órgãos como o Secovi/CE contesta o reajuste do Imposto. As representações alegam dois preceitos legais para a contestação: linearidade e a falta de publicidade.

A novela em torno do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) continua. Dessa vez, os órgãos ligados ao setor de imóveis entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) junto ao Tribunal de Justiça para contestar os reajustes votados pela Câmara Municipal em dezembro do ano passado: 25%, 27,5% ou 30% dependendo do valor do imóvel.

"Até agora não entendemos o princípio que levou a esse aumento no IPTU``, criticou o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis (Secovi/CE), Sérgio Porto. Ele alegou que a Ação se baseou em dois preceitos legais: o de linearidade e de falta de publicidade.

O primeiro é ``injusto e ilegal na nossa opinião``, afirmou Porto ao declarar que não é correto aplicar o mesmo percentual de reajuste para regiões diferentes dentro da cidade definindo-se apenas uma faixa de preço comum. O segundo argumento de publicidade critica a não publicação em edital no Diário Oficial de uma tabela com valores por metro quadrado dos imóveis para que os contribuintes pudessem conferir o valor venal de seus imóveis e constatar a legalidade da cobrança.

Segundo a advogada tributarista Patrícia Bezerra Campos, os argumentos utilizados são ``plenamente aceitáveis``. Ela defendeu que a Prefeitura errou em não discutir com a sociedade os reajustes. ``Mais uma vez a Prefeitura incorre em erro. No apagar das luzes, aumenta o IPTU de modo incorreto``, destacou.

Patrícia defendeu que o correto seria fazer uma avaliação real a preços de mercado com a colaboração dos órgãos competentes ligados ao setor e dos cartórios de imóveis da cidade. ``Em um quarteirão podem existir diferenças de valorização de imóveis, quanto mais em uma cidade inteira``, explicou.

A advogada disse ainda que a Prefeitura deveria desde já buscar uma reavaliação da Planta de Valores que pudesse operar em 2011. A última planta foi reajustada em 2003 e, segundo a lei complementar 33 do Código Tributário, o processo deveria ser feito a cada três anos.

Ela criticou a falta de discussão dos reajustes ano após ano. Além disso, segundo ela, a lei deveria ter sido debatida junto à sociedade através dos órgãos de imprensa. Além do Secovi, a Adin foi encabeçada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci/CE), Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Ceará (Sindimóveis/CE), Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon/CE) e o Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia do Estado do Ceará (Crea/CE).

O POVO procurou a Secretaria de Finanças (Sefin) para falar sobre a ação contra o reajuste do IPTU. A assessoria de imprensa informou que a Procuradoria Geral do Município (PGM) responderia pelo caso. O POVO entrou em contato com a PGM, mas até o fechamento da edição não houve retorno.


EMAIS

- Depois do parecer favorável da Comissão de Estudos Tributários da Ordem dos Advogados do Brasil & Ceará (OAB/CE) acerca da inconstitucionalidade do reajuste do IPTU, o Conselho da Ordem se reúne hoje a partir das 15 horas para referendar ou não a decisão.

- Caso o conselho concorde que o reajuste é mesmo inconstitucional, a Ordem deverá entrar com uma Adin.


A ADIN
- A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) tem por finalidade declarar que uma lei ou parte dela é inconstitucional, ou seja, contraria à Constituição Federal. A ação é um dos instrumentos daquilo que os juristas chamam de "controle concentrado de constitucionalidade das leis". Em outras palavras, é a contestação direta da própria norma em tese. No caso da ação protocolada ontem pelos setores ligados aos imóveis, foi solicitado um caráter liminar, que em um primeiro momento suspende a cobrança e depois discute o mérito.


ENTENDA O CASO

1º/12/9 - Prefeita Luizianne Lins declarou durante a cerimônia de abertura da 56ª Reunião da Frente Nacional de Prefeitos que a Planta Genérica de Valores Imobiliários do IPTU de Fortaleza deveria sofrer reajuste de 30% a 50% para este ano. Lins justificou que a defasagem da planta de valores era de 130%.

5/12/9 - O titular da Secretaria de Finanças do Município, Alexandre Cialdini, apontou os detalhes do projeto para reajuste do IPTU que foi enviado à Câmara Municipal. A proposta não previa uma revisão de alíquotas e faixas de arrecadação, mas um reajuste linear de 30% do valor de todos os imóveis.

7/12/9 - Projeto de lei entra em Discussão na Câmara Municipal. Representantes dos setores imobiliários já contestam a medida.

22/12/9 - Aumento do IPTU de Fortaleza é aprovado na Câmara. Dos 37 vereadores presentes no plenário, 30 votaram a favor e sete contra. De acordo com emendas, os reajustes votados foram de 25%, 27,5% ou 30% dependendo do valor do imóvel. Além disso, deveriam ser concedidos descontos de 5% para os imóveis que fazem coleta seletiva e de 50% para microempreendedores individuais.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O ano da casa própria

Um dos maiores desejos dos brasileiros, o sonho da casa própria, voltou com tudo em 2010 após os tropeços da economia mundial

Para quem pensa em comprar a casa própria, 2010 pode ser o ano da tão sonhada conquista. Passado o susto da crise financeira, órgãos do setor imobiliário e construtoras apostam em um forte crescimento nas vendas, graças ao acesso cada vez maior ao crédito e devido aos programas habitacionais do Governo Federal, como o Minha Casa, Minha Vida.

É o caso da agente de negócios Alessandra Bezerra, que procura um apartamento para ela e os filhos. Cautelosa, aposta em imóveis de no máximo R$ 100 mil. Para a aquisição, fará uso do programa de financiamentos da Caixa. ``Vou dar 30% de entrada, que é o mínimo exigido. Seria bom se pudesse entrar com menos ainda``, sorri.

Alessandra aposta nos bairros que mais crescem em Fortaleza, que ficam na região Leste. ``Quero algo na Parquelândia ou Água Fria. A cidade não tem mais para onde avançar``, conta.

Segundo o tesoureiro do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), Armando Cavalcante, o mercado imobiliário atualmente dispõe de um bom volume de dinheiro para financiamentos. ``Em 2010 serão R$ 57 bilhões contra R$ 44 bilhões no ano passado, isso somente do Governo Federal, fora a participação de bancos privados``, contabiliza.

A verba para financiamentos de imóveis deve fechar 2010 em R$ 100 bilhões, segundo Cavalcante, e vai aquecer o setor principalmente das residências mais modestas. ``É ano eleitoral e o Governo quer atingir o -povão- com este tipo de benefício``, declara. Mas ele lembra que isto não impede que as verbas também sejam voltadas para unidades de classes média e alta.

Para Sergio Porto, que ocupa a presidência do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Edifícios em Condomínios Residenciais do Estado do Ceará (Secovi), a escalada de crescimento acontece desde 2005 no mercado.

Financiamentos

Segundo ele, a expectativa é de que o balanço de 2009 para o setor feche com mais de 10% de crescimento em relação a 2008. Pelas suas contas, como o fantasma da crise deixou de assustar, 2010 deverá até dobrar os resultados e superar os 20% de crescimento. ``Devemos ter uma base de vendas girando em torno de R$ 1,8 bilhão, isto só com unidades novas``, acredita.

A verba disponível para os projetos são fundamentais no crescimento do setor popular, mas não só este segmento será beneficiado. Os imóveis de luxo também pegam a onda dos financiamentos. ``Há três anos, 80% das unidades eram financiados por nós mesmos (construtoras), hoje ocorre o contrário e só ficamos com os 20% restantes``, afirma o vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Industria da Construção Civil (Sinduscon-CE), André Montenegro.

Para o setor, esta mudança é recebida com bons olhos. ``Isso é ótimo, pois não somos bancos nem financeiras e podemos nos concentrar no que sabemos, que é construir``, disse Montenegro.

Ele engrossa a lista dos que acreditam em um crescimento forte e voltado para a população de menor renda este ano. ``Estamos esperançosos em uma evolução de 10% a 15%. Existe crédito e demanda para isto. 2010 é o ano``, ressaltou.

Setor imobiliário prevê retomada de crescimento

Recursos em abundância, demanda em expansão e novos produtos surgindo no mercado. São muitas as boas notícias que fazem a festa do setor imobiliário local. Toda esta euforia é fruto da retomada da economia pós-crise


Imobiliárias e construtoras comemoram o crescimento dos financiamentos e a retomada do mercado. Com o desenvolvimento econômico, queda do receio da população em perder o emprego e redução dos juros, a concessão de crédito à pessoa física já causa euforia em 2010.

Segundo avalia o presidente da Cooperativa da Construção Civil do Estado do Ceará (Coopercon), Otacílio Valente, o entusiasmo do mercado é justificável, já que o Brasil se saiu muito bem durante o cenário de crise econômica internacional, recebendo o reconhecimento mundial e se firmando como um lugar de destaque para se investir.

Valente confirma que as classes D e E serão as mais beneficiadas com os financiamentos, no entanto, diz que o crédito vai fomentar toda a economia, não apenas os pertencentes à baixa renda. ``Teremos investimentos em obras públicas e também o início da preparação para a Copa do Mundo de 2014. Isto é bom para o setor``, lembra.

O acesso aos financiamentos impulsiona o setor como um todo. ``Muitos melhoram a qualidade de moradia, mudam para bairros menos populares, reformam apartamentos ou simplesmente investem``, analisa Valente.

O bancário aposentando, Marcos Freire, procura ao lado da filha, Maria Claudia, um apartamento especialmente para investimento. ``É o segundo imóvel dela e vai servir como uma forma de rendimento extra`` explica.

Ele confirma o bom momento do setor como investimento e usa como exemplo seu próprio apartamento. ``Minha vizinha vendeu o imóvel dela cerca de 150% mais caro do que paguei pelo meu, há cinco anos``, contou.

Corrida
O sócio da construtora Columbia, Thiago Lourenço, diz que a empresa trabalha com financiamento próprio e mesmo assim não tem problemas de crédito. ``A expectativa para 2010 é muito boa. Saímos rápido da crise e o mercado respondeu também de forma veloz. O receio dos consumidores já passou``, avalia.

Lourenço adianta que a construtora está com duas obras em andamento, sendo que em uma já foram negociados 92% das unidades e, em outra, 50% dos apartamentos já têm dono. ``Só nos primeiros dias do ano vendemos quatro imóveis. E olha que são negócios bons, sem grandes descontos``, comemora.

Otimismo
Ele acredita que as políticas públicas do País são importantes para o crescimento do setor imobiliário, tanto para o financiamento das obras como para o das vendas.

Além de presidente da Coopercon, Otacílio Valente também é sócio-diretor da incorporadora Colméia. Ele diz que 2010 será um ano divisor de águas para o setor imobiliário. Com canteiros de obras em quatro cidades do Brasil, Natal, Fortaleza, Manaus e Campinas, o empresário não tem do que reclamar em relação ao setor em 2010. (Carlos Henrique Coelho)


E-Mais

SIMULAÇÃO
> O Simulador da Caixa tem se tornado uma importante ferramenta a serviço dos clientes interessados em obter informações sobre financiamentos habitacionais. Disponível na página do Banco na internet (www.caixa.gov.br), o simulador mostra, ainda, o cálculo do Custo Efetivo Total (CET). A inclusão do CET atende resolução do Banco Central e permite que o usuário saiba, efetivamente, quanto
custará o empréstimo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ÁREAS COM CUSTO MENOR - Aluguel: maior oferta migra

Dois motivos são apontados para esta mudança de cenário: preço e proximidade do local de trabalho

Se antes - até cinco anos atrás - a menina dos olhos de quem procurava um imóvel para alugar em Fortaleza eram os bairros Aldeota, Meireles e Varjota, hoje se verifica um fenômeno de descentralização para outras regiões cidade. As mais procuradas, segundo as maiores imobiliárias da cidade, são Água Fria, Cidade dos Funcionários, Bairro de Fátima, Seis Bocas e regiões adjacentes.

Dois motivos são apontados pelos especialistas para esta mudança de cenário: preço e proximidade do local de trabalho.

Considerando um imóvel padrão com dois ou três quartos, vaga na garagem e medindo aproximadamente 160m, a variação no valor do aluguel entre a Aldeota e Água Fria pode chegar a uma diferença em torno de 25% a 30%. Os preços desse tipo de apartamento variam de R$ 800 a R$ 1.200 (Aldeota) e R$ 600 a R$ 800 (Água Fria). O outro fator que contribui para esse redesenho de preferências é a proximidade com objetos de interesse do inquilino como escola das crianças ou endereço de trabalho. "Muitas vezes a preferência se dá pela praticidade na hora de enfrentar o trânsito, por exemplo", explica o gerente de locação da Predial Imóveis, Charles Caminha Bret.

Essa mudança tem levado empresas tradicionais a olhar aquela região com outros olhos. É o caso da Alessandro Belchior que recentemente inaugurou unidade na Avenida Bezerra de Meneses. "É um corredor interessante que fica próximo de cerca de 30 bairros. Estar lá é em primeiro lugar facilitar a vida de nosso cliente", destacou.

Claro que ainda existe um bom público que faz questão de morar na Aldeota, Meireles e regiões próximas, sem fazer questão de pagar um pouco a mais. De acordo com dados fornecidos pela imobiliária Alessandro Belchior, os dois bairros correspondem a 26,38% da procura por imóveis para venda e locação em Fortaleza.

Para Germano Belchior, da Alessandro Belchior, os bairros mais procurados para locação seguem a tendência da produção imobiliária, que é justamente onde se verifica a maior verticalização em Fortaleza. Apesar disso, é, ironicamente, onde há a maior lentidão na quantidade de ofertas destinadas para locação.

A procura nessas localidades, segundo Belchior, é muito boa e há carência de imóveis nos bairros Meireles, Aldeota e Bairro de Fátima. "Mesmo com a quantidade de ofertas, ainda faltam habitações para alugar nesses locais. No caso do Bairro de Fátima não há tanta oferta porque a maior parte dos imóveis é de casas", informou Belchior. Já na Água Fria, a demanda anda de acordo com a oferta, porque se constrói muito por lá.

Bom para investidor

O mercado de imóveis continua forte e é uma boa forma de investimento, segundo os especialistas. Fora a rentabilidade - quando comparado com outros tipos de aplicação - deve-se levar em consideração a valorização do bem. Para se ter uma ideia, um imóvel adquirido há cinco anos na Aldeota por R$ 90 mil, vale hoje, em torno de R$ 180 mil. "Aí eu pergunto, que investimento você conhece que teve 100% de rentabilidade em cinco anos", questiona, Bret, da Predial Imóveis.

O rendimento do aluguel mensal hoje em Fortaleza corresponde a uma média entre 0,5% a 1,0% do valor total do imóvel. Para quem ainda tem dúvidas, Belchior dá a dica: "o mercado está positivo e com grandes perspectivas de melhorias. A inadimplência está em queda e a tendência é ser bem abastecido com novas unidades em oferta", analisou.


Disponibilidade

Mesmo com a euforia dos empresários, a disponibilidade de imóveis para aluguel vem sendo reduzida nas últimas décadas.

Conforme dados do IBGE, a parcela de domicílios alugados em 1980 era de 23%. Naquele ano, os imóveis próprios respondiam por 61% do total, os cedidos, por 14% e outros, por 2%. Em 2000, o percentual de imóveis alugados havia recuado para o patamar de 14%

ÍNDICE

30% é a diferença entre os valores dos aluguéis de imóveis localizados no Meireles e Aldeota quando comparados com os disponíveis na Água Fria, Cidade dos Funcionários e Bairro de Fátima

Publicado no Caderno de negócios do jornal "Diário do Nordeste" em 22/10/2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Fortaleza ganha bairro planejado na zona sul

A proposta da Odebrecht é aplicar um modelo de bairro novo, com toda a infraestrutura necessária no Ancuri

Com déficit habitacional de cerca de 100 mil moradias em Fortaleza, grandes empreiteiras voltam os olhos à Capital cearense, atraídas pelo crescimento econômico do Estado e pela possibilidade de enquadrar seus empreendimentos no programa federal Minha Casa, Minha Vida. Amanhã, a Bairro Novo Empreendimentos Imobiliários - empresa do Grupo Odebrecht - lança às 15 horas, no bairro Ancuri, zona sul da cidade, o empreendimento residencial Bairro Novo, destinado a famílias que percebem entre três e seis salários mínimos, o equivalente a R$ 1.395,00 até R$ 2.790, 00, mensais.

Com capacidade para 2.846 unidades habitacionais, distribuídos em apartamentos de dois quartos e casas populares de dois e três quartos, o novo empreendimento ocupará área total de 413 mil metros quadrados, pouco mais de quatro hectares. Os imóveis terão áreas construídas de 43 e 60 metros quadrados, e mais área livre que, somados, chegam a 135 metros quadrados de terreno total.

"Os preços unitários variam de R$ 65 mil e R$ 90 mil", antecipou o diretor presidente do Bairro Novo, Roberto Sena, ao anunciar, para amanhã, a abertura das vendas do primeiro módulo com 358 casas. "Nosso compromisso é entregá-las em 12 meses", apontou o executivo, explicando que "a velocidade de construção irá depender do ritmo das vendas".

Prazos

A expectativa da direção da empresa é a de que as obras sejam iniciadas em novembro próximo e que todas as unidades estejam prontas até 2014, já que novos módulos de casas serão lançados, sucessivamente, à medida em que as vendas forem acontecendo. Se todos os imóveis forem comercializados, a empresa projeta o VGV (Valor Geral de Vendas) em torno de R$ 220 milhões. Para dar maior velocidade às obras, explica Sena, a empresa utiliza um método construtivo industrial, que permite aprontar até seis unidades habitacionais a cada cinco dias, com a utilização de formas de alumínio pré-fabricadas e preenchidas de concreto. "As formas já têm previsão para a parte elétrica e hidráulica, o que reduz tempo e custo", esclarece.

Diretores da empresa explicam ainda, que o empreendimento será divido em conjuntos de casas e apartamentos, formando condomínios independentes, mas agrupados em uma mesma área. Baseado em um modelo de habitação do México, a proposta é construir um "bairro novo", no Ancuri, para onde devem migrar cerca de dez mil novos moradores, além da população atual, em torno de 13 mil habitantes.

Além das habitações, o empreendimento garante toda a infraestrutura de água, luz, telefonia, televisão a cabo, internet e saneamento básico, inclusive com a construção de estações próprias de tratamento de efluentes, bem como áreas de lazer, play-ground e estacionamentos. Sena explica ainda, que nesse modelo de projeto habitacional, a manutenção do "bairro" e dos condomínios são feitos através da associação de moradores, que irá determinar as regras de convivência para uso comum das áreas comuns. Como há área livre, acrescenta, os moradores poderão ampliar as casas, "mas de forma planejada e organizada".

A expectativa é de que a ministra Dilma Rousseff participe do lançamento das vendas na solenidade de amanhã.

Reportagem extraída do jornal "Diário do Nordeste" em 15/10/2009.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Mau uso do serviço do corretor de imóvel. Dicas importantes!

Este “post” vai auxiliar, ou pelo menos abrir um pouco seus olhos no que diz respeito á prestação de serviços do corretor de imóveis. Muitos corretores que lerem isto irão certamente se identificar com minhas palavras e certamente, a classe deseja que as pessoas tenham este tipo de informação e orientação. Isso facilitaria muito o processo de compra e venda de imóveis e a mudança de mentalidade das pessoas em geral em relação aos corretores e á seu trabalho.

Você, como potencial comprador de um imóvel, como acha que deve ser “explorado” o serviço do corretor de imóveis para que você consiga um atendimento de qualidade, pagando um preço justo pelo imóvel que deseja e sem ter aborrecimentos após a compra?

Mais adiante lhes trarei uma resposta clara e objetiva, mas antes gostaria de lhes contar como a grande maioria das pessoas faz, narrando a seguir uma situação hipotética de uma pessoa que está interessada em adquirir um imóvel.

“Estou interessado em adquirir um imóvel no bairro Meireles, com 3 quartos, 2 vagas na garagem, com uma boa varanda, num andar alto, com valor de até R$ 300.000,00, condomínio com área de lazer e que o valor não ultrapasse R$ 450,00 mensais, e irei pagar este valor financiado pelo meu banco.

Para buscar este imóvel o que eu faço? Pego meu carro, passeio pela região e anoto os números de telefone de cada placa que eu vejo nos apartamentos e posteriormente ligo para todos a fim de conseguir o imóvel desejado.

Não satisfeito com isto, pego todos os jornais da cidade, vou aos classificados e ligo para todos os telefones que estão anunciados com o perfil que eu desejo.

Em 2 dias, eu quero ver qualquer coisa na minha frente, MENOS UM CORRETOR DE IMÓVEL! Que raça mais chata, inconveniente, que ganha dinheiro muito fácil, etc.”

Todo corretor é chato? Não! Corretor vive exclusivamente de venda, e, partindo do princípio que o cliente está ligando e pedindo informações sobre um imóvel, é porque está realmente interessado na compra, e o corretor vai fazer o possível para poder atender o cliente da melhor forma a fim de que o mesmo faça um bom negócio. Se você liga para 20 corretores, certamente pelo menos metade disso, ficará sempre ligando, dando um “feed-back”, tentando marcar visitas, dando opções, etc.

Infelizmente com este tipo de procedimento, todos têm a perder: compradores, corretores e vendedores.

1- Compradores: Não vão ter um atendimento personalizado nem terão um contato mais estreito com o corretor e muito menos, saberão com que tipo de profissional estão lidando; não vão passar todas as informações para a compra, o que trará uma demora maior na compra e aumentará o risco de fazer um mau negócio.

2- Corretores: Passarão como chatos, inconvenientes, desonestos, e com a concorrência, acabarão muitas vezes trabalhando em vão.

3- Vendedores: Irão demorar mais tempo para vender seu imóvel.

Uma informação que a maioria das pessoas não sabe, é que o mercado imobiliário é ABERTO, ou seja, todos os corretores credenciados pelo CRECI têm acesso á todos os imóveis disponíveis para venda na região. Mesmo se o imóvel “X” está com uma placa do corretor “N”, o corretor “Y” poderá SIM efetuar a venda em parceria com o “X”.

Agora o mais importante: como se deve proceder para contatar o serviço de um corretor de imóveis que possa auxiliá-lo da melhor maneira a fazer um bom negócio.

1- Procure um corretor conhecido: Entre em contato com amigos, familiares, colegas de trabalho, etc. Com certeza alguém vai indicar um corretor de imóveis de confiança para que você possa entrar em contato.

2- Caso não consiga este contato com conhecidos, entre em contato com alguma imobiliária que trabalhe na região em que está buscando seu imóvel. Geralmente a sede da imobiliária, fica na região em que trabalha.

3- Passe seu perfil detalhadamente: O corretor que trabalha organizadamente, vai certamente, pedir o seu perfil de compra para que ele não ofereça imóveis que não lhe convenham. Converse detalhadamente com ele, passe todas as informações (alguns casos é necessário até informar a idade e renda do comprador), assim o negócio tende a fluir mais rápida e seguramente.

4- Dê-lhe tempo! Dê-lhe 1 mês para visitar imóveis com você. Com o aumento do seu contato com ele, irá a cada dia que passa, aumentar o conhecimento dele sobre você e suas necessidades. Assim encontrará rapidamente sua opção. Se nesse período não conseguir nada que lhe agrade, dê chance a outro. (Lembrando que, como falei anteriormente, o mercado é ABERTO, e provavelmente este 2º corretor, irá indicar algum dos imóveis que o outro já havia mostrado. Fique atento para não perder tempo visitando o mesmo imóvel 2 vezes)

5- Caso não passe credibilidade ou não lhe atenda da maneira que você achar conveniente, não pense 2 vezes em dispensá-lo, comunicando o motivo da dispensa.

6- Gostou do imóvel, exija a documentação do imóvel, documentação do vendedor, certidões negativas, etc. Se não tiver conhecimento em direito imobiliário, passe as informações para seu advogado. Não pague nada, se tiver alguma dúvida restante sobre a negociação.

Pode ter certeza que com este tipo de procedimento, você terá infinitamente mais chances de ser feliz na aquisição do seu imóvel. Pois imóvel, muitas vezes, é uma compra para a vida toda.


Marco Duarte

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Índice que reajusta aluguel, IGP-M tem deflação pelo 6º mês seguido

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou em agosto o sexto mês de deflação, em razão de um arrefecimento em seus três componentes, com destaque para o atacado.

O indicador caiu 0,36% neste mês, após queda de 0,43% em julho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta sexta-feira.

Analistas consultados pela Reuters previam queda de 0,41% para agosto, segundo a mediana de 30 estimativas, que variaram de baixa de 0,22% a declínio de 0,59%.

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) recuou 0,61% em agosto, ante baixa de 0,85% em julho.

O IPA agrícola caiu em ritmo um pouco menor, em 1,23% ante 1,89% no mês passado. O mesmo movimento ocorreu com o IPA industrial, com queda de 0,41% em agosto, ante baixa de 0,49% em julho.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,16% neste mês, abaixo da elevação de 0,34% no anterior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve variação positiva de 0,01% em agosto, contra avanço de 0,37% em julho.

No ano, o IGP-M acumula queda de 2,02% e nos últimos 12 meses, de 0,71%.

(Por Vanessa Stelzer)

ÍNDICE DO ALUGUEL
O IGP-M é um indicador de inflação muito usado para reajustar aluguel de imóveis, tarifas públicas e planos e seguros de saúde (nos contratos mais antigos)