sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Índice que reajusta aluguel, IGP-M tem deflação pelo 6º mês seguido

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou em agosto o sexto mês de deflação, em razão de um arrefecimento em seus três componentes, com destaque para o atacado.

O indicador caiu 0,36% neste mês, após queda de 0,43% em julho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta sexta-feira.

Analistas consultados pela Reuters previam queda de 0,41% para agosto, segundo a mediana de 30 estimativas, que variaram de baixa de 0,22% a declínio de 0,59%.

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) recuou 0,61% em agosto, ante baixa de 0,85% em julho.

O IPA agrícola caiu em ritmo um pouco menor, em 1,23% ante 1,89% no mês passado. O mesmo movimento ocorreu com o IPA industrial, com queda de 0,41% em agosto, ante baixa de 0,49% em julho.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,16% neste mês, abaixo da elevação de 0,34% no anterior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve variação positiva de 0,01% em agosto, contra avanço de 0,37% em julho.

No ano, o IGP-M acumula queda de 2,02% e nos últimos 12 meses, de 0,71%.

(Por Vanessa Stelzer)

ÍNDICE DO ALUGUEL
O IGP-M é um indicador de inflação muito usado para reajustar aluguel de imóveis, tarifas públicas e planos e seguros de saúde (nos contratos mais antigos)

domingo, 2 de agosto de 2009

Venda de imóvel para estrangeiros deve subir 25%

Após o susto da crise financeira, residências em Fortaleza voltam a ser procurados pelos compradores de fora

Corretores, imobiliárias e construtoras apostam na retomada, ainda no segundo semestre desse ano, das vendas de imóveis para estrangeiros na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Alguns imóveis da Beira-Mar e na Praia de Iracema têm até preços anunciados em euro. “Em 2009, devemos vender 25% a mais que no ano passado para esse perfil de comprador. O mercado financeiro se estabilizou nos Estados Unidos e Europa. Os últimos seis meses de 2008 foram ruins, só vendemos casas populares.

O susto passou e agora já percebemos um reaquecimento no comércio com estrangeiros”, assegurou André Montenegro, vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon-CE).

Desde o início de 2008, o setor sentiu a retração na comercialização com essa fatia do mercado, problema agravado com a crise financeira. “Foi um período onde o setor da construção civil na Europa, principalmente na Espanha, sofreu bastante. Isso trouxe reflexos para Fortaleza. Agora em julho, percebemos que os italianos estão voltando a adquirir imóveis aqui e os espanhóis já recomeçaram a procurar.

Falta ainda o interesse dos portugueses para completar o grupo dos estrangeiros que mais se identificam com o mercado imobiliário da Capital”, disse Armando Cavalcante, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis no Ceará (Creci-CE).

Outros fatores devem influenciar as vendas até o fim do ano. “Em agosto é o período de férias na Europa e a época em que o inverno fica mais rigoroso por lá é no segundo semestre. Esse é o bom momento, quando o comprador estrangeiro está mais disposto a adquirir imóvel”, explicou Cavalcante. Outra facilidade apontada pelo presidente do Creci-CE é a flexibilização maior do Banco Central para autorizar comercialização entre os bancos nacionais e os clientes estrangeiros. “A maior parte das vendas ainda é realizada à vista e os financiamentos feitos com as construtoras. Entretanto, já há operações em que um banco brasileiro, com autorização do BC, remete a cobrança das prestações para a conta do comprador na Itália”.

Vantagens de Fortaleza

Cavalcante enumerou os atrativos do mercado imobiliário cearense para os estrangeiros. “O que mais conta é o preço diferenciado. O imóvel que custa R$ 500 mil é comprado por menos de 200 mil euros. Além disso, nosso litoral fantástico, a temperatura do mar constante no ano todo, o clima e o fato de não termos Tsunamis só contam a favor”, comentou. Além da Praia de Iracema e do Meireles, considerados grandes filões do mercado para estrangeiros, o setor imobiliário cearense também aposta no aquecimento de vendas na Aldeota e em praias vizinhas como Cumbuco, Porto das Dunas, Presídio e Iguape. “Essas são as localizações no Estado preferidas por eles”, complementou o presidente do Creci-CE.

PERFIL DO COMPRADOR
Apartamento compacto é preferido

Na última década o mercado de apartamentos compactos, de até 72 metros quadrados, em regiões consideradas nobres, principalmente próximas à praia, têm sido muito procurados pelos clientes estrangeiros. “Mudou muito o perfil desse comprador. Hoje ele viaja com a família e não vem a procura de turismo sexual, ele busca belas praias e a nossa hospitalidade e também investimento em imóveis, pois a relação da moeda deles com a nossa gera um bom negócio”, afirma Rosemberg Feitosa, gerente comercial da Engexata Engenharia.

Este publico é bastante exigente e a empresa constatou, em pesquisas de mercado, que as especificações preferidas são “imóveis compactos com varanda de apartamento grande, com a menor quantidade de paredes em alvenaria dando para o lado do mar e uso excessivo de vidros para melhorar a visão da praia. Eles também querem cozinhas pequenas, pois todas as suas refeições são feitas fora, em geral apenas lancham no imóvel”, descreve Feitosa.

A construtoras chegam a anunciar os preços dos imóveis em euro. “Nossos empreendimentos estão na área onde circulam muitos estrangeiros. Colocamos gigantescas faixas nos nossos prédios com o valor da prestação de um financiamento bancário em real e euro.

A prestação se torna muito atraente para este público”, informou Rosemberg.

Ele acrescenta ainda que a maior parte dos estrangeiros que procura imóveis aqui tem entre 25 e 50 anos e vem de países europeus como Noruega, Itália, Espanha, Portugal e também Suíça.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O que vamos ganhar com o juro baixo

Mais casas para os brasileiros. Melhores oportunidades de consumo. Mais obras de infraestrutura. Por que o Brasil está prestes a dar um salto de qualidade comparável ao do Plano Real - e o que precisamos fazer para não perder essa oportunidade

No momento em que você lê esta reportagem, o Brasil já vive um novo marco de sua história econômica. O país, que no passado recente venceu a hiperinflação, privatizou boa parte do surrado aparato de estatais e extinguiu o protecionismo exacerbado, começa agora a dar um novo salto qualitativo na economia. Pela primeira vez desde o Plano Real, a taxa básica de juro, a Selic, atingiu o patamar de 1 dígito. É o custo do dinheiro mais baixo da história de um país em que já foi necessário pagar mais de 400 000% ao ano para tomar um empréstimo bancário ou financiar a compra de um equipamento industrial. As cifras eram uma abstração. Na prática, por muito tempo, o crédito simplesmente não existiu para os brasileiros. Não se trata - ainda - de um patamar semelhante ao das economias desenvolvidas, no qual os juros atualmente são até negativos. Ainda assim, o cenário que se descortina é inédito. Nunca estivemos tão perto de entrar para o grupo de países modernos.

Em perspectiva histórica, vê-se que estão sendo retiradas, uma a uma, todas as anomalias acumuladas ao longo de décadas. A bola da vez são os juros altos. "O Brasil de hoje é muito diferente de quando tínhamos inflação alta e contas públicas desreguladas", diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Com a queda dos juros, vamos eliminar uma das últimas disfunções da economia e caminhar para a normalidade."

A frase resume o ânimo dos quase 50 economistas, empresários, analistas de bancos de investimento e membros do governo ouvidos por EXAME nas últimas quatro semanas. O sentimento geral é de que, ao diminuir os juros, o Brasil pode fomentar uma expansão nunca vista no volume de crédito disponível para pessoas e empresas, destravando o crescimento de segmentos com enorme efeito irradiador na economia. As mudanças serão particularmente visíveis em quatro áreas - mercado de capitais, setor imobiliário, infraestrutura e varejo. Alguns números dão ideia da avenida que se abre para o Brasil. No mercado imobiliário, provavelmente o setor em que há a maior expectativa com o novo cenário, mais de 30 milhões de moradias podem vir a ser construídas nos próximos 20 anos - um ritmo anual cinco vezes superior ao de 2008. "A gente dorme e acorda pensando em como aproveitar a queda dos juros", diz Luis Largman, diretor financeiro da construtora Cyrela. No campo da infraestrutura, os recursos para obras de estradas, ferrovias, hidrelétricas e portos devem alcançar 90 bilhões de reais em 2012, depois de ter descido quase a zero em alguns anos da década de 90. Ao longo dos próximos quatro anos, pelo menos 160 bilhões de dólares a mais devem ser aplicados na bolsa de valores - capital que em boa parte irá para o caixa das empresas e lhes dará mais fôlego para investir. Com juros mais baixos, o volume de crédito disponível deve aumentar na economia como um todo, provocando acréscimo de até 1 trilhão de reais na oferta de recursos a empresas e pessoas dentro de três anos. Mais crédito deve levar a mais consumo, o que pode transformar também o modelo de negócios das redes varejistas e fazer toda a economia crescer. A consultoria LCA estima que uma redução de 2 pontos no juro real signifique estímulo adicional de até 1,5 ponto percentual para o produto interno bruto. "Com o juro real caindo para 5%, como se espera, o potencial de crescimento da economia brasileira sobe de 4% para 5,5% ao ano", diz Bráulio Borges, economista-chefe da LCA.

Por Malu Gaspar | 11/06/2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

EFEITO COPA - ÁREA DO CASTELÃO SE VALORIZA

Obras de infra-estrutura em Fortaleza para receber a Copa vão valorizar imóveis no bairro do Castelão e entorno

Fortaleza vai mudar. Todos os projetos previstos para atender à Copa do Mundo de 2014 na Capital vão transformar o cenário físico em algumas partes da cidade e, conseqüentemente, alguns aspectos econômicos. Um deles é a valorização imobiliária do bairro do Castelão e suas redondezas, principalmente, além de outros, como a Praia do Futuro.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará, Roberto Sérgio Ferreira, as obras de infra-estrutura que incrementarão o acesso ao estádio serão responsáveis pela valorização de terrenos no entorno. “O Castelão será um bairro com imóveis mais valorizados por conta das obras viárias que serão feitas devido a Copa do Mundo”, analisa. “Devem ser construídas uma ou duas superavenidas para lá [o estádio], além do alargamento da avenida Dedé Brasil, até a Parangaba, da Alberto Craveiro, da Paulino Rocha até a BR-116. Os terrenos ali vão se valorizar estupidamente”, reforça.

Raio ampliado

Para ele, a infra-estrutura para atender ao torcedor da Copa vai valorizar até os imóveis da Praia do Futuro. “O turista vai querer ver jogo e, também, ir à praia”, afirma. “Então, é preciso que se tenha um bom sistema de transporte entre o estádio e pontos turísticos. Fortaleza só tem a ganhar e muitos bairros, além do Castelão, terão os imóveis valorizados”, assinala.

Residência e comércio

Segundo o empresário, o bairro do estádio e suas adjacências devem receber condomínios residenciais, principalmente, para as classes C e D. “Esta é a tradição naquela região”, diz. “Hoje, a oferta imobiliária ali é pequena, mas deve aumentar”. O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), Armando Cavalcante, concorda com esta perspectiva de aumento de preço de venda e locação na região.

Para a vice-presidente do Sindicato da Habitação do Estado do Ceará (Secovi-CE), Maria Lúcia Forti, o crescimento de imóveis nesta área deve ser principalmente para fins comerciais. “A construção de pontos comerciais deve registrar um incremento de 100%. Serão mais lanchonetes, restaurantes, pousadas”, prevê. “Há muito terreno vago ali. O impacto da Copa será sentido em todos os setores, mas no imobiliário será demais”. Segundo Forti, hoje, as áreas que mais crescem são Cidade dos Funcionários e Água Fria”, diz. Este crescimento, para André Montenegro, vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-CE, indica uma tendência de verticalização do bairro. “Os terrenos vão valorizar muito, o que inviabiliza a construção de casa, mas não de prédios”, observa.

Especulação

O investimento na infra-estrutura de Fortaleza para receber a Copa do Mundo de 2009 já começa a provocar efeitos sobre o mercado imobiliário no entorno do Castelão. Já há especulação sobre a valorização dos imóveis. Quem está vendendo já está revendo e elevando os valores. Montenegro, do Sinduscon, afirma que o mercado já começou a especular os preços de venda no Castelão. “Haverá um interesse maior”, diz. “O Passaré [bairro vizinho] é uma das zonas que mais cresce em Fortaleza com oferta de casas. Com a Copa, essa valorização vai acelerar”, adianta.

O gerente de locação da imobiliária A Predial, Charles Caminha, confirma que o mercado já começou a especular o preço de venda dos imóveis. “Já tem gente querendo tirar proveito da Copa. Algumas pessoas já estão especulando em cima da probabilidade de obras que vão melhorar a vida urbana”. Segundo ele, no entanto, isso ainda não é sentido na cobrança do aluguel.

CAROL DE CASTRO
Repórter

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Câmara aprova compra de terreno pelo "Minha Casa, Minha Vida" e com o FGTS

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o texto base da MP (medida provisória) 459/09 que cria o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" para atender a famílias com renda de até dez salários mínimos. Os parlamentares ainda vão avaliar os destaques à matéria. Em seguida o texto será encaminhado para análise no Senado Federal.

O relator, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fez alterações no texto, incluindo a possibilidade de se comprar lotes urbanos por meio do programa. Outro artigo da MP permite também o saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para o pagamento total ou parcial de lote urbanizado. Nos dois casos, apenas famílias com renda mensal de até seis salários mínimos poderão ser beneficiadas.

Antes da votação, o relator havia admitido a dificuldade para se incluir a compra de lotes em seu parecer. "A princípio havia certa resistência porque desfocava um pouco da questão principal do projeto que é a moradia. Nós mostramos que o lote urbanizado também pode oferecer uma moradia, já que muitos têm condição de fazer sua casa, mas não têm condições de adquirir o terreno, que é a parte mais cara neste processo", afirmou Alves.

O texto aprovado também destina R$ 1 bilhão para beneficiários com renda familiar mensal de até três salários mínimos que morem em municípios com menos de 50 mil habitantes. 

Inicialmente, o governo federal havia restringido o pacote habitacional para cidades com mais de 100 mil habitantes, por conta da concentração do déficit habitacional. Contudo, a pressão política de parlamentares fez com que o governo cedesse e ampliasse o pacote para todos os municípios, como anunciado pelo Ministério das Cidades no dia 13 de abril, quando o programa entrou em operação. Das mais de 300 emendas apresentadas por parlamentares, aproximadamente 60 tratavam da extensão do programa para localidades menores. 

Com a ampliação do programa, verificou-se um problema de estrutura da Caixa Econômica Federal para atender a todos os municípios. Por isso, o relator também descentralizou o "Minha Casa, Minha Vida", permitindo que outras instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central e agentes financeiros do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) possam operar o programa onde não houver estrutura da CEF. 

Também foram incluídos no relatório requisitos de acessibilidade para deficientes e idosos. Os projetos apresentados no âmbito do "Minha Casa, Minha Vida" deverão prever imóveis adaptados a esse público. Foi acordada ainda a opção de readequação de imóveis desocupados para serem incluídos no pacote habitacional.

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

terça-feira, 19 de maio de 2009

Caixa promove feirão da casa própria em Fortaleza - A capital cearense está entre as dez cidades que receberão a feira



De 19 a 21 de junho, a Caixa Econômica Federal promove a quinta edição do Feirão Caixa da Casa Própria. Outras nove cidades brasileiras receberão o feirão. A capital cearense será a última cidade a receber o evento. 

Ano passado, o Feirão movimentou R$ 4 bilhões entre valores contratados e negócios encaminhados. A Caixa tem a expectativa que o Feirão deste ano supere os anteriores. Milhares de inmóveis estarão disponiveis para a escolha dos interessados, incluindo novos, usados e na planta. 

O financiamento imobiliário pela Caixa Econômica Federal (CEF) somou R$ 10 bilhões de janeiro a abril deste ano. O volume é recorde e supera em 104% o total registrado no mesmo período de 2008. O número de unidades chegou a 207 mil, com expansão de 114% na comparação com o intervalo equivalente do ano passado. Em nota, o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda, informou que o financiamento habitacional até abril ultrapassou os R$ 8,9 bilhões de 2008 e representa o dobro do total financiado em 2003. 

As linhas de financiamento da Caixa atendem a todas os segmentos de renda, com prazo de até 30 anos e prestações decrescentes. Os juros variam de Taxa Referencial (TR) mais 4,5% a 11,4% ao ano. 

Em nota, a Caixa ressalta que o feirão será uma "excelente oportunidade" para que as pessoas conheçam empreendimentos que se encaixam no programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida". O banco já recebeu 268 propostas de empreendimentos habitacionais, 156 delas para a faixa de renda de até três salários mínimos. Até o momento, 11 Estados, 12 capitais e 218 outros municípios aderiram ao programa. 


Redação O POVO Online e Agência Estado

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM AS SPE´S?

Algumas pessoas que realizaram recentemente aquisições de novas unidades imobiliárias, têm se mostrado surpresas com uma nova modalidade de estruturação do empreendimento, que atende pelo nome de Sociedade de Propósito Específico, ou simplesmente SPE.


Por definição, esta modalidade, também conhecida como “special purpose entity”, também SPE, ou SPC, “special purpose company”, é uma sociedade que possui atividade restrita, podendo ter prazo de duração determinado e sua principal utilidade é de isolar o risco financeiro da atividade a que se destina.


No caso do mercado imobiliário brasileiro ela surgiu na esteira da famigerada falência da Construtora Encol, que deixou nada menos do que 42 mil famílias lesadas, que deflagrou uma política de proteção aos mutuários, configurada, sobretudo na criação das SPE’s e do patrimônio de afetação (PA).


O raciocínio é muito simples, uma vez não fazer sentido que o adquirente de um imóvel seja afetado e veja frustrados seus sonhos por uma administração empresarial desorganizada, que transfira os recursos de uma obra para outra, comprometendo a conclusão de um empreendimento.


Este mesmo raciocínio vale para os investidores institucionais, que alocam seus recursos em determinado edifício e precisam ter garantias de retorno do capital com entrega da unidade, que poderia ser contaminado em decorrência de má gestão de recursos por parte de um incorporador.        


Ao ser adotada a aplicação de uma SPE no empreendimento todos os agentes envolvidos, desde o comprador até a instituição financeira, passam a ter a tranqüilidade de que o único risco que irão correr é aquele decorrente da própria obra.


A operacionalização dessa medida é feita de forma simples, onde cria-se um CNPJ próprio para a nova entidade, que passará a ter todos os registros próprios de uma empresa comercial, cuja única diferença reside no objeto social, específico pra o desenvolvimento daquela empreitada, devendo se extinguir após sua conclusão, ou ser renovada para um novo negócio.


Não existe um consenso no mercado sobre qual das modalidades de segregação do empreendimento é a mais adequada, se a SPE ou o patrimônio de afetação (PA), uma vez que os dois são bastante semelhantes e a melhor escolha será aquela que atenda a conveniência dos objetivos a serem atingidos.


Normalmente, de uma forma simplista, os praticantes dessas modalidades indicam que a SPE facilita o arranjo societário, com a entrada e saída de sócios, enquanto o patrimônio de afetação protege o anonimato de investidor.


Do ponto de vista prático, existe a questão fiscal que leva a SPE à adoção dos regimes tributários conhecidos, lucro real ou presumido, enquanto no PA pode adotar o RET (Regime Especial de Tributação), além do que existe a possibilidade de adesão em qualquer fase da obra, enquanto na SPE existe uma dificuldade de constituição após o início do empreendimento.


Artigo escrito para a coluna “Mercado Imobiliário”, sob responsabilidade do Engenheiro e Advogado Francisco Maia Neto, publicada quinzenalmente no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte-MG


Marco Duarte
 
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sua segurança na hora de comprar ou vender um imóvel!

Podemos considerar que neste “post” estarei apenas escrevendo sobre o óbvio; mas na minha concepção vale sempre lembrar sobre os cuidados que devemos ter acerca de qualquer operação envolvendo dinheiro; especialmente a compra de um imóvel, que requer sempre uma grande quantia e devemos tentar ao máximo, minimizar os riscos que eventualmente teríamos em efetuar qualquer negócio sem as garantias necessárias.

           

            Infelizmente, nenhum negócio é 100% seguro, sempre existe uma possibilidade de não se concretizar ou de você perder o valor investido, seja por uma razão ou por outra. Como aqui estamos falando especificamente de transações imobiliárias, falarei um pouco sobre as seguranças que se deve ter na compra ou venda de um imóvel.

           

            Começaremos com o básico: Visitei o imóvel “X” e tenho interesse de comprá-lo! Ótimo, vamos para os seguintes passos:

 

            Exija do vendedor do imóvel os seguintes documentos antes de fazer qualquer pagamento de sinal ou assinar qualquer contrato de promessa de compra e venda:

 

            O vendedor sendo Pessoa Física:


1-    Cópia da carteira de identidade e do CPF;

2-    Certidão de nascimento (solteiros);

3-    Certidão de casamento ou divórcio (se o imóvel foi comprado antes de um dos 2):

4-    Certidão negativa de débito da receita Federal

5-    Certidão negativa de débito da Secretaria da Fazenda do Estado

6-    Certidão negativa de débito da Secretaria de Finanças do Município

7-    Certidão dos distribuidores de falência e concordata;

Obs.: Todos estes documentos são necessários tanto para o vendedor como para o cônjuge.

O vendedor sendo Pessoa Jurídica:


            1-    Em caso de pessoa jurídica, certidão negativa de débitos do INSS e da Receita Federal (sócios e empresa);

2-    Certidão negativa de débito da Secretaria da Fazenda do Estado (sócios e empresa)

3-    Certidão negativa de débito da Secretaria de Finanças do Município (sócios e empresa)

            4-Contrato Social 

            5-  Último Aditivo

           6-    Cartão do CNPJ

           7-    RG e CPF dos representantes legais da empresa

           8-    Procuração e RG e CPF do procurador, caso sejam representados por procuração.

 

Documentação do imóvel:


1-     Cópia da escritura e matrícula do imóvel, no Registro de Imóveis da região;

2-     Certidão de propriedade com negativa de ônus (débitos, pendências);

3-     Certidão negativa do IPTU, ou certidão da situação fiscal imobiliária, e o carnê com as parcelas quitadas;

4-     Certidão de situação enfitêutica (certifica se o imóvel tem domínio de órgãos públicos ou privados).

5-     A declaração de Quitação condominial, assinada pelo síndico ou pela firma administradora do edifício se a declaração for do síndico, apresentar cópia da ata da assembléia que o elegeu. (No caso de apartamentos)

6-     A certidão de propriedade deve ter averbação da construção (para que compreenda tanto o terreno quanto a casa construída nele); (No caso de Casa)

7-     Contas pagas de água, luz e gás dos três meses anteriores

 

 

No caso de comprar imóveis na planta, seria interessante também exigir da construtora, o contrato social de empresa SPE (Sociedade para propósito específico) aberta com o nome do empreendimento a ser construído e bem como o registro de incorporação do imóvel (RI) e os alvarás de construção.

 

A SPE (próximo post será exclusivamente sobre isso) é uma segurança que o comprador tem, pois todos os pagamentos feitos pelos clientes são enviados diretamente á esta empresa, independentemente da construtora. Se por acaso a construtora tenha algum problema e não consiga terminar a obra, esta SPE terá autonomia suficiente para disponibilizar seus recursos arrecadados exclusivamente para a conclusão da obra.

 

E por fim, creio que é imprescindível que se tenha um corretor de confiança e habilitado trabalhando para você.

           

Na falta de cada item citado acima aumenta mais ainda os riscos sobre seu negócio; por isso não seja levado por conversas “de vendedor” e não se iluda com promessas. Negócio tem que ser preto no branco, papel para cá, dinheiro para lá. Assinatura, reconhecimento de firma, cartório, registro e um abraço!!

 

Marco Duarte

 

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terça-feira, 31 de março de 2009

O dinamismo do Mercado Imobiliário Atual


               Está nos meus planos comprar um imóvel dentro de 1 ano ; quando devo começar a pesquisar? A resposta é: ONTEM!

                Quanto mais informações você tiver do mercado, do seu funcionamento, dos tipos de imóveis, das diferentes formas de negociação e pagamentos, das taxas de juros e descontos,  das construtoras que atuam no mercado, áreas valorizadas, tipos de construção; melhor.

                Se neste período de conhecimento do mercado encontrar algum imóvel que ache que seja o ideal para as suas expectativas não se iluda. Em 1 ano o mercado muda completamente. Em 1 ano, este imóvel provavelmente (quase certamente) não estará mais disponível no mercado. Se estiver, não estará mais com o mesmo valor de venda, nem muito menos com o mesmo prazo para pagar.

                Imóvel, como já comentei em “posts” anteriores, deve ser comprado com base em bastante estudo, pesando prós e contras, custo, beneficio e necessidade; mas esta pesagem deverá ser feita antes de realmente você se decidir por buscar o imóvel. Ao iniciar realmente sua pesquisa, você já saberá o que pode e o que quer comprar, e de que maneira poderá ou não pagar.

                Se você decidir inverter a ordem das coisas, corre o grande risco de      ficar a ver navios na hora que realmente se decidir por qual imóvel quer comprar. Creio que isso pode se aplicar á maioria dos bens de valor um pouco mais elevado, como automóveis, eletrodomésticos, etc.

 

 

Marco Duarte

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segunda-feira, 30 de março de 2009

Imóveis Supervalorizados

A exemplo de outras cidades no país, o mercado de imóveis de Fortaleza está vivendo a síndrome da supervalorização dos imóveis. Vários fatores levaram a isso, e é sobre estes fatores que irei comentar neste “post”.

                A oferta maior de crédito por parte dos bancos e construtoras, a diminuição da taxa de juros, aumento do prazo, aumento do poder aquisitivo da população e a diminuição da quantidade de áreas disponíveis para novas construções são, no meu ponto de vista, os grandes motivos para esse aumento no valor dos imóveis em Fortaleza nos últimos anos.

                Me impressiona ter constatado em minhas pesquisas de mercado para meus clientes, imóveis novos e recém entregues (prontos para morar), a serem vendidos num valor inferior do que imóveis ainda em fase de pré lançamento (na planta, e com um prazo de 3, 4 anos para serem entregues), mas com as mesmas características. Tudo bem que as construtoras exigem uma entrada um pouco maior para imóveis já prontos e esticam mais o pagamento para imóveis em fase de pré-lançamento, mas realmente não vejo razão para tal reajuste, pois o imóvel pronto, inclusive já dá condições de ser aprovado o financiamento pelo banco ou a ser usada a carta de crédito pelo consórcio.

                Creio que a falta de áreas disponíveis para novas construções seja uma razão para o aumento no valor dos terrenos, e conseqüentemente, no valor de venda dos imóveis. Mas não vejo razão para, por exemplo, um imóvel sendo lançado no bairro da Messejana ou da Maraponga, em um terreno que não tem tanta valorização, ser vendido pelo mesmo preço de um apartamento recém entregue no bairro da aldeota, Dionísio Torres ou Meireles por exemplo.

                A grande maioria das pessoas não tem o real conhecimento do mercado imobiliário, e se encantam pelos ótimos prazos, pela taxa de juros menor, pela facilidade no cadastro para a compra, pelo “oba-oba” que se formou em torno do mercado e acabam se deixando levar pela empolgação e comprando imóveis “aleatoriamente”, muitas vezes sendo explorados e pagando valores acima do que realmente seria justo pagar pelo imóvel “X” ou “Y”.

                Pese na balança de precisão os prós e os contras de cada opção de compra que seu corretor lhe der. Não pense só no custo e nem pense só no benefício. É necessário que custo e benefício sejam analisados juntos para que se possa chegar a uma conclusão mais acertada em relação á compra.

                As opções são muitas, para todos os bolsos e gostos, porém com essa supervalorização, quanto menos você tiver para pagar e mais precisar parcelar, mais caro sairá seu imóvel e mais ainda vai pagar de juros. Vale o sacrifício de pagar 2x o valor do imóvel só de juros? Comprar um imóvel mais caro, só pelo simples fato de poder ter mais prazo para pagar? Isso só quem realmente vai poder responder é você! Existem casos e casos. O seu pode se aplicar nesta situação, mas como falei: pese na balança de precisão o custo e o benefício; se os 2 estiverem em sintonia á sua necessidade, ótimo; se não estiverem, espere mais um pouco e não tenha pressa, pois imóvel é um bem na maioria das vezes, para a vida toda.

Marco Duarte
 
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